A videoaula apresenta os diversos enfoques do multiculturalismo, bem como as políticas culturais que os sustentam. Compreendendo o currículo como texto, exemplifica formatos conservadores, assimilacionistas e interculturais, debruçando-se detalhadamente sobre a perspectiva crítica.
O currículo é o
caminho para alcançar um contexto social menos desigual e mais
justo.
As políticas culturais
segregacionistas, quando entram em ação, posicionam as pessoas
segundo suas características em determinados lugares.
As políticas culturais
assimilacionistas partem do princípio que a forma de ser, pensar e
agir e os significados atribuídos por determinados grupos são mais
interessantes, são corretos, são a identidade enquanto que os
significados atribuídos por outros grupos são menos importantes,
são a diferença, são ruins. Então, algumas políticas são
estabelecidas para que aja uma assimilação destes outros grupos
àqueles grupos com maior força simbólica e que detêm o poder de
dizer como o outro deve ser.
As políticas
integracionistas identificam as as diferenças e procuram trazer os
grupos para o convívio com os demais preservando os significados que
cada grupo possui, ou seja, estão mais próximas da convivência
democrática.
Essas políticas
culturais são identificadas quando pensamos em multiculturalismo.
Nem sempre as pessoas
estão movidas pela mesma ideia de multiculturalismo, mesmo
reconhecendo as diferenças.
O multiculturalismo
pode ser conservador ou monocultural: as diferenças existem, mas a
cultura da qual ele é representante é a verdadeira, a mais
importante e que precisa ser colocada em alção, então, lentamente,
vai apagando as diferenças culturais, procurando homogenizar o
grupo.
O multiculturalismo
pode ser liberal: existem várias culturas e as culturas que
sobreviverão serão aquelas que têm mais condições, os
significados que permanecerão e que serão valorizados serão
aqueles que vencem o conflito. Há aí uma relação íntima com a
lógica de mercado.
O multiculturalismo
pluralista: identifica as diferenças de identidades e marcadores
culturais e garante que, em uma sociedade democrática, todos devem
ter a chance de se expressar, para isso é necessário criar espaços.
O multiculturalismo
essencialista de esquerda: os outros grupos (os oprimidos) são
intrinsecamente oprimidos nas relações.
Multiculturalismo
crítico: valoriza as diferenças, reconhece que os grupos atribuem
significados diferentes às coisas do mundo e promove experiências
de encontro da experiências para que um grupo enxergue como o outro
é e entenda sua situação.
Quais critérios são
utilizados para selecionar textos, conteúdos, temas e atividades?
Toda a ação de
elaborar tem que ser uma ação muito pensada pois assim serão
posicionadas as pessoas.
Os currículos vão
posicionando as pessoas com relação às coisas do mundo de forma a
tentar manter as coisas como estão ou vão negar a existência de
outras possibilidades ou serão interculturais e críticos,
reconhecendo a diversidade e valorizando os conhecimentos das
culturas que frequentam a escola para que essas culturas possam ser
vistas e possam ver-se como legítimas.

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