Apresenta algumas das principais características da sociedade globalizada em suas vertentes econômicas, políticas e culturais; explora algumas questões sobre o impacto da globalização nos processos de mudanças da sociedade contemporânea; aborda os modos como a globalização cria novas identidades e influi as percepções dos sujeitos acerca das estruturas sociais.
Vivemos em um mundo em
que a tecnologia rompeu as barreiras do tempo e do espaço,
aproximando pessoas e povos. Assim constitui-se a globalização que
tem diversos efeitos sobre os sujeitos de diversas partes do mundo e
que constata que há uma distância ainda maior entre os países
pobres e os países ricos.
A globalização não é
um fenômeno recente: iniciou-se com a própria modernidade e com o
capitalismo.
A globalização pode
ser vista como um impacto avassalador dos processos econômicos
globais e representada pelo surgimento de instituições
supranacionais, pela ascensão do neoliberalismo como discurso
político dominante e pelo surgimento de novas formas culturais.
Para muitos, o processo
de globalização tem contribuído para a desintegração das
identidades nacionais em função da crescente homogenização
cultural: a intensa revolução tecnológica expande a quantidade de
informações, assim, os meios de comunicação de massa expõem
modos e comportamentos.
A escola tem
contribuído com este processo, afinal a escola é vista e
compreendida como um locus de
formação do sujeito para o mundo do trabalho.
Decorrentes das
transformações nas políticas e culturas globais, as mudanças
pessoais criam mudanças sociais e deslocamentos culturais,
produzindo novas identidades deslocadas de seu local de origem, de
sua tradição.
Mas, se há aumento dos
processos de homogenização cultural, alguns autores afirmam que
também ocorrem os de resistência e de tentativas de outras
possibilidades para configuração social.
Também há autores que
afirmam que novas identidades híbridas tomam a cena.
O que pode-se afirmar é
que as identidades tornaram-se fragmentadas, fluidas e descentradas.
Os efeitos da
globalização são contraditórios e não produzem resultados iguais
no mundo inteiro.
Em tempos globais, é
preciso considerar a lógica da expansão dos mercados e o consumo
global de tudo: do folclore, da alimentação, das formas de se
vestir, das práticas corporais e da educação. E a relação dessa
expansão com a alteração das funções do Estado.
As transformações
decorrentes da globalização não podem ser compreendidas sem um
entendimento do contexto em que ocorrem.
O que está em jogo
parece ser a constituição das identidades ideais para compor o
quadro social globalizado: um sujeito cosmopolita, capaz de conviver
com a diversidade e dela usufruir temporariamente. O sujeito
globalizado não deve incomodar-se com o estranho nem apegar-se a
nada, a não ser ao próprio desapego, ao descarte.
Em termos educacionais,
existe uma compreensão crescente de que a versão neoliberal da
globalização incide em uma educação que impõe de modo direto
certas políticas de avaliação, de financiamento, formação de
professores, diretrizes curriculares e metodologias.
A Educação frente ao
mundo globalizado:
mercado de trabalho
instável;
novas demandas do mundo
do trabalho;
uma mão de obra
internacional e cada vez mais competitiva;
conceito de equipe como
norma da organização do trabalho;
maior uso da força de
trabalho;
crescente importância
da produção intensiva do capital;
É necessário observar
as formas de intervenção da máquina do Estado e seus
investimentos, seja para promover o bem estar e a igualdade ou para
subsidiar o desenvolvimento das empresas.
As empresas estão se
tornando tão fortes que algumas tem desenvolvido um modelo
educacional próprio.
A influência
empresarial sobre o Estado é exercida de forma indireta, por meio de
liderança intelectual que incute nos legisladores um novo conjunto
de valores.
Enfim, os efeitos da
globalização são as mudanças em níveis tanto econômicos, como políticos e
culturais.
A escola tem que estar atenta a estes processos para discutir e negociar suas práticas pedagógicas em busca de uma educação que atenta a questões éticas e do exercício d euma cidadania em que todos possam atuar com dignidade.

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