Vídeo-aula 3: A globalização e o impacto sobre as culturas - Mário Nunes


Apresenta algumas das principais características da sociedade globalizada em suas vertentes econômicas, políticas e culturais; explora algumas questões sobre o impacto da globalização nos processos de mudanças da sociedade contemporânea; aborda os modos como a globalização cria novas identidades e influi as percepções dos sujeitos acerca das estruturas sociais.











Vivemos em um mundo em que a tecnologia rompeu as barreiras do tempo e do espaço, aproximando pessoas e povos. Assim constitui-se a globalização que tem diversos efeitos sobre os sujeitos de diversas partes do mundo e que constata que há uma distância ainda maior entre os países pobres e os países ricos.
A globalização não é um fenômeno recente: iniciou-se com a própria modernidade e com o capitalismo.
A globalização pode ser vista como um impacto avassalador dos processos econômicos globais e representada pelo surgimento de instituições supranacionais, pela ascensão do neoliberalismo como discurso político dominante e pelo surgimento de novas formas culturais.
Para muitos, o processo de globalização tem contribuído para a desintegração das identidades nacionais em função da crescente homogenização cultural: a intensa revolução tecnológica expande a quantidade de informações, assim, os meios de comunicação de massa expõem modos e comportamentos.
A escola tem contribuído com este processo, afinal a escola é vista e compreendida como um locus de formação do sujeito para o mundo do trabalho.
Decorrentes das transformações nas políticas e culturas globais, as mudanças pessoais criam mudanças sociais e deslocamentos culturais, produzindo novas identidades deslocadas de seu local de origem, de sua tradição.
Mas, se há aumento dos processos de homogenização cultural, alguns autores afirmam que também ocorrem os de resistência e de tentativas de outras possibilidades para configuração social.
Também há autores que afirmam que novas identidades híbridas tomam a cena.
O que pode-se afirmar é que as identidades tornaram-se fragmentadas, fluidas e descentradas.
Os efeitos da globalização são contraditórios e não produzem resultados iguais no mundo inteiro.
Em tempos globais, é preciso considerar a lógica da expansão dos mercados e o consumo global de tudo: do folclore, da alimentação, das formas de se vestir, das práticas corporais e da educação. E a relação dessa expansão com a alteração das funções do Estado.
As transformações decorrentes da globalização não podem ser compreendidas sem um entendimento do contexto em que ocorrem.
O que está em jogo parece ser a constituição das identidades ideais para compor o quadro social globalizado: um sujeito cosmopolita, capaz de conviver com a diversidade e dela usufruir temporariamente. O sujeito globalizado não deve incomodar-se com o estranho nem apegar-se a nada, a não ser ao próprio desapego, ao descarte.
Em termos educacionais, existe uma compreensão crescente de que a versão neoliberal da globalização incide em uma educação que impõe de modo direto certas políticas de avaliação, de financiamento, formação de professores, diretrizes curriculares e metodologias.

A Educação frente ao mundo globalizado:
mercado de trabalho instável;
novas demandas do mundo do trabalho;
uma mão de obra internacional e cada vez mais competitiva;
conceito de equipe como norma da organização do trabalho;
maior uso da força de trabalho;
crescente importância da produção intensiva do capital;

É necessário observar as formas de intervenção da máquina do Estado e seus investimentos, seja para promover o bem estar e a igualdade ou para subsidiar o desenvolvimento das empresas.
As empresas estão se tornando tão fortes que algumas tem desenvolvido um modelo educacional próprio.
A influência empresarial sobre o Estado é exercida de forma indireta, por meio de liderança intelectual que incute nos legisladores um novo conjunto de valores.
Enfim, os efeitos da globalização são as mudanças em níveis tanto econômicos, como políticos e culturais.
A escola tem que estar atenta a estes processos para discutir e negociar suas práticas pedagógicas em busca de uma educação que atenta a questões éticas e do exercício d euma cidadania em que todos possam atuar com dignidade.









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