Vídeo-aula 7: Identidade e diferença na perspectiva dos Estudos Culturais - Mário Nunes


Apresenta uma explicação conceitual e histórica da noção de identidade e diferença. Explica a produção da identidade e da diferença, bem como suas formas de marcação e fixação. Enfoca o aspecto político da produção da identidade e da diferença. Aborda as implicações que a prática pedagógica apresenta nesse sentido.
Concepções  de Identidade
- sujeito do iluminismo: sujeito nasce com uma identidade que pouco se desenvolve e independe do entorno e de qualquer experiência pessoal.
- sujeito sociológico: sujeito também apresenta núcleo interior, mas sofre influências do mundo externo.
- sujeito pós-moderno: condições da sociedade em que vivemos que criam novas formas de representação constantemente e constantemente modificam-se. A identidade do sujeito é contraditória e transitória.

Fixar a identidade significa normatizar um modo de ser e não outro que é tido como a diferença.

A identidade e a diferença estão sujeitas às relações de poder.

Cada grupo social tem sua forma de classificar. Quem tem o poder atribui valores e hierarquiza.

Os sistemas simbólicos produzem significados sobre as pessoas e constroem identidades.

A produção da identidade é relacional. A ilusão de uma identidade coerente e única se constitui associada a diferença, exclusão do outro (nós x eles).

identidade: norma, o idêntico, o correto.



diferença: o outro.



A marcação de um pertencimento histórico ajuda em uma constituição de identidade: o sentido de tradição é criado, fazendo parecer que sempre foi assim.

O descentramento do sujeito pós-moderno desconstrói a visão de identidade única em cada indivíduo. O indivíduo pode assumir e largar diversas identidades, e diversas vezes. A identidade é discursiva e contraditória.

Está cada vez mais impossível pensar em definir os modos de ser das pessoas.

Se aceitarmos a premissa que a identidade e a diferença são construções culturais e não uma essência que nasce com o sujeito ou que ele internaliza do meio externo, podemos interrogar quais estratégias utilizamos no interior de nossas práticas escolares e sociais que marcam o sujeito e colam nele identidades que carregam marcas ao longo da vida.
Precisamos ter claro que ao atuarmos diante da diversidade cultural que constituem a escola e a sociedade, fica muito complicado adotar qualquer postura em que valide certos modos de ser em detrimentos de outros, mas também não trata-se de um vale tudo. Trata-se do cuidado de reconhecer a todos na sua diferença e na sua capacidade de participação e tomada de decisão para a construção de um bem coletivo, trata-se de reconhecer a possibilidade de hibridizar os significados  em busca de uma sociedade participativa e democrática.








Nenhum comentário:

Postar um comentário