A aula tem por foco analisar a importância da tecnocultura na constituição das identidades e “diferenças” presentes nas culturas juvenis. Para isso, discute o que são as culturas juvenis defendendo seu aspecto social em vez de biológico; descreve algumas das características do fenômeno da juventude ao longo do tempo; prioriza a diversidade de características, contrariando a idéia de uma cultura juvenil universal. Por fim, enfoca as culturas juvenis urbanas e a relação estreita de grande parte dos jovens com a tecnocultura e seus efeitos sobre suas práticas e linguagens.
- o que é o fenômeno da juventude;
- condições e discursos que produzem a identidade da diferença;
- cultura juvenis urbanas e a importância da tecnocultura.
As culturas juvenis são produzidas por condições históricas e discursos.
No século XVII, a arquitetura das casas modifica-se e começa-se a fazer o isolamento entre o mundo das crianças e do mundo dos adultos.
Necessidades pós-revoluções industriais: os jovens da classe média, na Europa, nos EUA e em outros países ricos: necessidade de tempo para preparo para o mundo do trabalho (classe média - é correto utilizar esse termo para este período?).
Entre 1945 e 1975, auge do crescimento do capitalismo principalmente nos países europeus e nos EUA, há uma nova taxa de ingresso nas escolas inclusive para os mais pobres. O crescimento econômico é concomitante ao crescimento das mídias, que discursam por meio do cinema e da televisão que jovem era ser rebelde, usar drogas, gostar e fazer experimentação sexual, gostar principalmente de rock...
O isolamento que foi criado entre o mundo adulto e o mundo infantil é quebrado aos poucos.
Em 1960, surge um campo interdisciplinar chamado Estudos Culturais que passa a estudar mudanças após a segunda guerra mundial e como essas mudanças influenciaram grupos sociais na Inglaterra, inclusive os jovens, e verifica que existem vários tipos de culturas juvenis.
Os Estudos Culturais investigam, então, as indústrias culturais, qual o padrão dominante e como a mídia pode influenciar ou não.
A escola precisa aprender a identificar quais são os grupos culturais de sua comunidade para rever suas práticas pedagógicas visando gerar a identificação.
Existem vários fatores de influência na produção do fenômeno da juventude. Ser jovem é uma conquista social.
No mercado o jovem é visto como um elemento inovador, mas na escola ele é subjugado e seu saber não é valorizado.
Tecnocultura
Os jovens do ambiente urbano têm por cultura o ambiente da tecnocultura ou da cybercultura.
Os aparelhos eletrônicos têm grande importância. E seu uso aumenta com o passar do tempo.
Não basta utilizar os aparelhos eletrônicos, mas o viver práticas que os incluem, como se fossem integrados ao próprio corpo, fazendo parte de sua identidade.
Esses jovens são também mais inseguros principalmente com a relações sociais presenciais. A escola seria um espaço com grande potencial democrático.
A vídeo aula
- apresenta conteúdos sem apresentar suas referências teóricas,
- faz afirmações sobre o que caracterizaria a juventude citando um período em que esse termo não seria pertinente (Grécia Antiga) e
- descreve a juventude contemporânea de forma genérica sem destacar suas diferenças e características socioculturais (o que contradiz o que foi preconizado pela própria vídeo aula em seus minutos iniciais).
Além disso, descreve o uso de ferramentas como blog, twitter, facebook, e-mail, celular... como se fossem usos próprios da juventude, quando na realidade, está apenas descrevendo as funcionalidades e facilidades dessas ferramentas, que são usadas da mesma forma por pessoas de diferentes idades (quem não quer ter uma conversa instantânea, envia uma mensagem via e-mail e quem quer ter uma conversa direta, sem intermediários, utiliza o celular. Trata-se de uma características dessas ferramentas e não de uma forma de uso exclusiva dos jovens).
Tudo isso torna a vídeo aula maçante, vazia e pouco produtiva.


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